E-commerce: tudo o que você precisa saber sobre loja virtual

Há muito tempo ter um e-commerce deixou de ser uma novidade. Atualmente, tanto empresas pequenas quanto médias e grandes adotam essa importante estratégia de marketing, e dentre tantos objetivos, aumentar a receita da loja virtual e fidelizar clientes, estão entre os principais.

Pensando nisso, preparamos um guia completo que pode ajudar você. Neste artigo, você vai descobrir por que o e-commerce é tão importante e quais são seus modelos. Além disso, vai conhecer alguns tipos de plataformas e aplicativos que pode usar em seu negócio. Por fim, vai entender como aumentar as suas vendas e conhecer as tendências para o futuro do e-commerce. Boa leitura!

Afinal, por que investir em um e-commerce?

Para empresas que não acreditam no potencial das vendas online, é hora de rever os conceitos. 75% foi o quanto o e-commerce expandiu no Brasil em 2020, segundo o relatório Recovery Insights da Mastercard. Aliás, expansão que chegou a representar 11% das vendas de todo o varejo. Ou seja, durante a pandemia, a modalidade sofreu um grande boom e não dá sinais de que vai parar de crescer. 

Com a grande transformação digital que já alcançava a maioria dos países e parte importante das pessoas, durante esse período surgiu um novo consumidor, que é mais exigente, preocupado com a segurança da compra e seus produtos e que descobriu as facilidades de comprar na internet.

Dessa forma, mais do que vender online para complementar o faturamento de uma empresa, hoje em dia, os e-commerce se tornaram uma estratégia de marketing fundamental, inclusive por causa do grande uso das redes sociais, que criam uma dinâmica única de vendas e relacionamento com as empresas, alcançando cerca de 4,2 bilhões de usuários a nível mundial.

Diante desse cenário, não só pequenas, mas também grandes empresas precisaram agir e ir para o digital. Um exemplo é a marca internacional de carros de luxo BMW, que adotou diversas estratégias e processos de digitalização que a tornaram líder em seu segmento em 2021.

Dentre suas ações mais importantes, destacam-se a venda de seis unidades de uma edição especial no e-commerce Farfetch, por cinco dias, além da abertura de vendas por redes sociais, como Instagram e Facebook, e também por marketplaces.

Assim, mesmo empresas de médio e grande porte podem e devem aproveitar as vantagens de se aproximar de seu público pelas vendas online. Aliás, uma de suas maiores vantagens em relação a pequenas marcas, nesse quesito, é o seu nome já consolidado, que ajuda o consumidor cauteloso a tomar uma decisão com base na credibilidade.

Quais são os tipos de modelos de e-commerce?

Agora que você sabe a importância da presença online, é fundamental ter atenção a alguns fatores para saber como aumentar as vendas no e-commerce. Para isso, é interessante conhecer os tipos de e-commerce que existem. Veja a seguir!

B2B

No modelo Business to Business, o foco de uma empresa é atender a outras, seja com serviços ou produtos. É o caso de uma organização de marketing que oferece soluções para outras empresas, ou ainda de um supermercado que vende por atacado para restaurantes e lanchonetes.

B2C

O B2C, Business to Consumer, é a venda tradicional de uma empresa para o consumidor final. É o que vemos, por exemplo, com lojas pequenas que atuam em redes sociais ou grandes empresas, que antes vendiam em lojas de rua, mas passaram a vender online.

Marketplace

Em um marketplace, o objetivo é reunir várias lojas dentro de um grande e-commerce. Nesse sentido, todo tipo de empresa, seja pequena, média ou grande, pode abrir sua loja no espaço e aproveitar as vantagens, principalmente em relação à visibilidade.

Assim, quando o consumidor final vai comprar, ele pode ver produtos de várias empresas e decidir qual adquirir. Outro ponto importante desse modelo é que a própria plataforma que abriga as lojas também pode ser sua concorrente, já que também conta com um estoque de produtos próprios.

C2C

Com a internet, foi possível evoluir os modelos de compra e venda e, assim, surgiu o Consumer to Consumer. 

Esse modelo nada mais é quando o próprio consumidor acessa a plataforma de e-commerce para vender itens usados ou mesmo de fabricação própria, sem a formalidade de uma empresa. Ou seja, é uma evolução do conceito de bazar.

C2B

No conceito Consumer to Business uma pessoa vende algo para uma empresa. Nesse caso, o exemplo mais adequado é alguém que presta serviços freelancer para uma organização de forma esporádica.

Contudo, uma pessoa que tem seu próprio CNPJ e trabalha na modalidade autônoma, microempresa ou profissional liberal não exatamente se encaixa nesse conceito, já que sendo uma empresa, se encaixa melhor em B2B, mesmo usando uma plataforma freelancer.

Mobile e-commerce

Com pouco mais de 20 anos de história, o uso de smartphones cresceu drasticamente, sendo estimado que metade da população mundial tenha um aparelho. Com isso, existe um tipo de e-commerce próprio para as transações nesta modalidade, o m-commerce.

Nela, dispositivos móveis, principalmente os celulares, são usados para compras, serviços e pagamentos. Aqui, ela pode incluir outros tipos de modelo, como o C2B, no caso da contratação de um consórcio com banco.

Além disso, também envolve um grande uso de tecnologia para facilitar as transações, como no caso de pagamentos com um clique feitos no WhatsApp ou em lojas, com uso de chatbots.

B2A

Assim como empresas privadas, os órgãos governamentais também precisaram passar pela transformação digital. Com isso, surgiu o modelo Business to Administration, que significa uma empresa prestando serviço online para a administração pública. 

Por exemplo, é o caso de uma organização especializada em cibersegurança, que protege os dados do sistema de uma prefeitura.

C2A

O modelo Consumer to Administration não é muito comum e, embora algumas fontes considerem o pagamento de impostos online como um exemplo da categoria, a venda propriamente dita de um serviço ou produto por uma pessoa para um órgão público não acontece sempre. 

Assim, outro caso que poderia se encaixar é um influenciador digital recebendo cachê para divulgar alguma iniciativa pública em seus canais digitais.

Como funcionam as diferentes plataformas de e-commerce?

Além de saber quais são os modelos, para descobrir como aumentar as vendas no e-commerce, é preciso entender sobre suas plataformas. 

Afinal, elas oferecem diversos recursos para otimizar todos os processos relacionados à venda e facilitar o dia a dia da empresa. A seguir, confira os tipos principais.

Open Source

Como o nome já diz, a plataforma Open Source tem código aberto. Ou seja, pode ser modificado, o que confere a esse modelo sua maior vantagem: a personalização. Dessa forma, é possível criar novos layouts, conforme as suas necessidades. Além disso, muitas vezes o acesso a esse código é gratuito.

Assim, é uma boa solução para negócios que estão começando. Entretanto, é preciso providenciar a hospedagem da plataforma, bem como contar com uma equipe de TI que realize manutenções, a atualize e aplique medidas de segurança.

SaaS

Com a opção software as a service, a maior vantagem é que toda a estrutura fica sob a responsabilidade do fornecedor. Ou seja, a empresa apenas precisa acessar tudo pela internet, pois o sistema fica hospedado na nuvem. Assim, de qualquer lugar, é possível mexer no e-commerce.

Com isso, outro benefício é que ela pode ser constantemente atualizada, sem que a sua empresa se responsabilize por esse processo. Ela também apresenta alta performance, segurança, integração e pode ser personalizada em alguns quesitos, além de funcionar de forma mais rápida, pois basta assinar e começar a usá-la. 

Por isso tudo, ela pode ter um custo considerável mensal, que pode variar conforme o plano que atenda ao que você precisa.

Proprietária

Uma solução geralmente vista em grandes e-commerces, a plataforma proprietária é quando a sua empresa conta com uma equipe de TI especializada, capaz de desenvolver a própria solução. Nesse caso, a maior vantagem é o controle total sobre todos os aspectos.

Afinal, com ela você controla atualizações, manutenções e pode aplicar ferramentas completamente novas, deixando o e-commerce mais otimizado e interessante para o cliente. Porém, custo e prazo de implantação são fatores importantes a se avaliar para considerar se ela vale a pena.

Licenciada

Também permitindo liberdade de atuação, o modelo licenciado consiste na aquisição de um código-fonte de terceiros, mediante pagamento. Com isso, a equipe de TI da empresa pode construir o e-commerce, cuidando também de suas atualizações e manutenções.

Por que usar aplicativos para e-commerce e quais os seus benefícios?

Além de definir qual tipo de plataforma você vai utilizar, também vale a pena conhecer os aplicativos para e-commerce. Afinal, eles podem tornar o seu funcionamento melhor, bem como proporcionar uma experiência de compra com mais qualidade para o seu cliente.

Dessa forma, existem diversas opções que você pode implementar no e-commerce para torná-lo mais completo. Saiba algumas delas a seguir!

Aplicativos de atendimento

Essencial para um e-commerce, um bom aplicativo de atendimento ajuda os consumidores a resolverem suas dúvidas e até a finalizar uma compra em poucos cliques, dependendo de como você o personalize. De forma geral, alguns exemplos são:

• sistema de SAC;

• chatbot;

Serviço de otimização de conversão (CRO)

• chat com colaboradores;

aplicativo de mensagens instantâneas.

Aplicativos de ofertas

O espaço do e-commerce pode ser personalizado com diversos destaques. Para isso, os aplicativos de ofertas ajudam a expor alguma informação essencial, que possa interessar ao consumidor, como uma oferta ou um cupom de desconto. Nesse caso, é possível usar soluções de banners e pop-ups para torná-los atrativos.

Aplicativos de venda

Um bom investimento para e-commerces é desenvolver seu próprio aplicativo de vendas por dispositivos móveis. Dessa forma, com uma versão mais otimizada, os clientes podem comprar de qualquer lugar pelo celular.

Outra solução para quem tem lojas físicas e e-commerce é contar com um aplicativo estilo “prateleira infinita”. Ou seja, se a pessoa não encontrar o produto na loja física, pode usar o aplicativo para comprar online na mesma hora. Com isso, a empresa não perde a venda.

Aplicativos de pagamento

Um dos principais aplicativos para um e-commerce, a solução de pagamento é responsável pela etapa principal de todo o processo de venda. Por isso, quando é feito de forma a garantir a segurança e promover a facilidade do pagamento, a chance de o cliente desistir é muito baixa.

Nesse caso, esse aplicativo deve promover uma boa experiência e cumprir a jornada do consumidor, com poucos passos para finalização da compra, bem como opções variadas de pagamento – desde o boleto até a transferência por PIX.

Aplicativos de logística

A implantação de um aplicativo de logística permite que o processo de entrega dos produtos seja feito com qualidade, de forma a cumprir o menor prazo para o cliente. Com isso, a solução ajuda a experiência de compra a ser melhor e, consequentemente, incentiva o retorno do cliente.

Além disso, ela pode ajudar no controle do estoque bem como facilitar o processo de devolução e troca de pedidos pelos próprios clientes.

Aplicativos de análise

Para saber como aumentar as vendas no e-commerce é preciso entender como a empresa vai indo. Para isso, contar com um bom aplicativo de análise de indicadores é essencial.

Com ele, é possível averiguar se o faturamento é suficiente, qual é a margem de lucro, qual é a taxa de conversão dos clientes, entre outras informações. Com isso, você pode ter dados concretos para tomar decisões melhores para crescer seu e-commerce a curto, médio e longo prazo.

Aplicativos de gestão

Outros aplicativos muito úteis para a empresa são as soluções de gestão. Nesse caso, existe uma infinidade. Por exemplo, você pode contar com um ERP, capaz de interligar os diferentes processos do e-commerce: desde o estoque até o financeiro. Outro muito comum é o CRM, que promove toda a gestão da base de dados de clientes e suas ações.

Aplicativos de integração

Os aplicativos de integração são muito úteis quando você quer expandir a sua atuação para outros canais. Por exemplo, com eles é possível interligar o seu e-commerce com grandes marketplaces, além de sites úteis acessados por clientes, como os que comparam preços.

Aplicativos de segurança

Com a LGPD em vigor, é obrigação das empresas garantir a segurança dos dados dos clientes. Porém, isso pode ser um grande desafio quando analisamos o aumento dos ataques cibernéticos.

Em 2021, o aumento de ataques semanais contra empresas, comparando com o cenário de 2020, aumentou 40% a nível mundial. Em relação ao Brasil, esse número foi de 62%. Além disso, em se tratando de e-commerce, que armazenam dados pessoais dos clientes, principalmente de pagamentos, o risco pode ser ainda maior.

Sendo assim, contar com aplicativos de segurança que monitorem e impeçam esses ataques é essencial. Afinal, quando eles ocorrem, além do prejuízo financeiro, a marca precisa lidar com a perda de credibilidade diante dos consumidores; algo que pode ser difícil de restabelecer.

Como aumentar as vendas no e-commerce e quais as tendências para o futuro?

Agora que você conhece as ferramentas que pode usar para o seu negócio, chega a hora de aprender algumas dicas de como aumentar as vendas no e-commerce. Veja alguns exemplos a seguir!

Otimize o e-commerce

Uma boa forma de aumentar as vendas é deixando o e-commerce mais otimizado. Ou seja, que em termos de navegabilidade, acesso a produtos e informações, bem como compra, tudo esteja adequado para o consumidor.

Nesse sentido, vale investir em um design UX, pensado para criar uma experiência melhor de compra. Além disso, otimizar páginas de produtos com boas descrições e fotos, além de fazer anúncios mais assertivos e usar apenas as informações necessárias é uma boa forma de manter o cliente no site.

Fale corretamente com seu público

Embora se fale muito da geração Z como o novo consumidor, que é mais exigente e valoriza experiências digitais, um e-commerce, principalmente grandes empresas, não pode se esquecer de públicos mais velhos, que têm outras prioridades e podem chegar agora para consumir pelo e-commerce.

Sendo assim, vale alinhar a estratégia de comunicação de forma a atender todos esses nichos, sem que a caracterização de elementos distancie um potencial consumidor.

Cuide do atendimento

Muitas pessoas se frustram com o atendimento de empresas e acabam por abandonar a ideia de comprar seus produtos. Por isso, é preciso cuidado, especialmente quando se aplica soluções automatizadas, como chatbots. 

Por exemplo, se todas as opções que ele oferece não levam à resolução da dúvida diretamente com um colaborador real, pode ser que o consumidor fique frustrado. Por isso, é preciso um planejamento detalhado nessa questão.

Seja visto

Mesmo que sua marca seja grande, isso não significa que o seu e-commerce seja a primeira opção para o consumidor. Por isso, seguir a antiga regra de quanto mais visto, mais lembrado é essencial.

Para isso, contar com anúncios pagos e otimizar seus canais para a busca orgânica é uma boa forma de se manter como referência em seu segmento. O mesmo vale para quando você pretende realizar uma promoção especial ou em uma data com grande potencial de vendas.

Esteja ativo em redes sociais

Atualmente, as redes sociais são o ponto de encontro de consumidores com empresas. Por isso, é essencial que toda marca faça parte de algumas delas. Isso porque muitas decisões de compra podem ocorrer exatamente pela exposição da marca nesses canais.

Segundo dados do Instagram Business, por exemplo, 90% de seus usuários seguem uma empresa e 50% dos entrevistados em sua pesquisa afirmaram se interessar mais por uma marca, quando visualizam seus anúncios na rede.

Mantenha contato

Com tantas marcas disponíveis no mercado, o contato direto com os consumidores pela presença digital também é uma forma de aumentar as vendas.

Isso porque quanto mais a marca interagir com seus seguidores, maior será a familiaridade e conexão criada. Com isso, as vendas podem ser ainda maiores. Para isso, você pode contar com a ajuda de personagens-chave, como os influenciadores. Afinal, uma promoção de sua marca anunciada por eles em uma live pode gerar mais vendas do que um anúncio divulgado por um mês.

Faça ações de pós-venda

O cliente comprou em seu e-commerce, mas o trabalho ainda não acabou. Agora, é importante investir em ações de pós-venda por dois motivos. O primeiro é para acompanhar a experiência do usuário e saber se o consumidor ficou satisfeito com o produto e a forma de compra. Aliás, isso é uma maneira de mostrar preocupação e criar conexão.

Já o segundo é que o pós-venda oferece a oportunidade de oferecer mais produtos e criar novas compras. Por exemplo, por e-mail marketing, você pode enviar promoções relacionadas ao produto comprado – usando o bom senso na quantidade de contato. Com isso, a curto ou médio prazo, essa pessoa pode se interessar e realizar uma nova compra ou aproveitar algum cupom especial oferecido pelo e-commerce.

As tendências para 2022

Como você viu, existem vários cuidados a serem tomados para saber como aumentar as vendas no e-commerce. Dentre os mais importantes está saber quais são as tendências do setor. A seguir, confira algumas que devem estar em voga em 2022.

Consumidor mais cauteloso e exigente

Com a pandemia e os ataques de hackers a várias empresas, a tendência é que o consumidor continue cauteloso e priorizando aspectos como segurança na compra e em relação a seus dados. Além disso, uma compra mais racional substituirá a feita por impulso. 

Outros aspectos são questões como sustentabilidade, que tendem a ser ainda mais relevantes, determinando de qual marca as pessoas vão comprar.

Uso de alta tecnologia

Com novas formas de pagamento, como o PIX, as empresas precisam oferecer várias soluções fáceis para a finalização da compra. Além disso, haverá a necessidade de investir em alta tecnologia para que o consumidor possa ter a certeza da compra. 

Para isso, soluções como  QR Code, realidade virtual e teste de produtos de forma digital serão ainda mais relevantes.

Prazos de entrega menores

Na sociedade digital e com conexões melhores de internet, as pessoas tendem a ser mais imediatistas. Assim, o desejo por ser atendido e receber o produto no menor tempo possível é ainda mais valorizado.

Para isso, as empresas precisam investir em uma grande estratégia logística para atender os pedidos, inclusive com parceiros selecionados. Quando isso funciona e o produto é entregue até antes do prazo, o consumidor se surpreende, o que gera um resultado positivo para a marca.

Não importa se sua empresa é pequena, média ou grande, aprender como aumentar as vendas no e-commerce é uma necessidade nos dias de hoje. Afinal, com um consumidor plenamente digital, cuja tendência é ser ainda mais tecnológico, um e-commerce precisa cuidar de diversos detalhes para existir e faturar ainda mais. Felizmente, a própria tecnologia oferece plataformas e aplicativos capazes de ajudar a sua construção e gestão, para que o cliente tenha a melhor experiência de compra e retorne à sua empresa.

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Renan Mota

Escrito por:
Renan Mota, co-CEO & Founder
at Corebiz