Entenda como utilizar co-branding no segmento de beleza

Entenda como utilizar co-branding no segmento de beleza

Em um mercado competitivo como o segmento de beleza, é importante que você inove e busque novas alternativas para sobreviver, maximizar suas vendas e se desenvolver. Uma estratégia que pode ser aplicada é o co-branding. Aqui você une forças com outra empresa do mesmo ramo para tentar se destacar no mercado e escalar seu negócio.

Essa é uma medida que já vem sendo aproveitada por negócios de diferentes portes e ramos. Desde os líderes do mercado até as empresas menores. Independente do seu porte, continue lendo este conteúdo para saber mais sobre esse conceito e suas características!

O que é co-branding?

Co-branding é a união de duas ou mais marcas para criar uma nova estratégia ou campanha de marketing. Seu objetivo principal é unir seus dois públicos e oferecer uma experiência única por meio de seus serviços e produtos.

Esse tipo de tática vem se tornando cada vez mais comum dentro de mercados mais competitivos. Em vez de duas marcas com o mesmo público competirem diretamente, elas podem criar um novo produto ou campanha.

Para que o co-branding seja bem-sucedido, é fundamental que as equipes tenham criatividade para encontrar uma solução que seja vantajosa para ambas as marcas. Veja alguns exemplos práticos e famosos de co-branding que já foram realizados:

  • Doritos e Taco Bell: em 2014 as duas empresas criaram a campanha Doritos Locos Tacos. Nesse caso, um chip crocante com sabor de nacho substituiu a casca de taco. Ambas empresas tinham o mesmo público, por isso, conseguiram atrair ambos tipos de consumidores;
  • Rihanna e Puma: a influencer da moda e cantora Rihanna se juntou com a Puma, que estava reformulando sua marca na época e adentrando o mercado da moda;
  • Rick & Morty e Pringles: a Pringles lançou a batata frita com sabor de picles para homenagear um episódio sobre (Pickle Rick) do desenho para adultos Rick & Morty;
  • Starbucks e Spotify: a marca global de bebidas já oferecia cartões de download de música gratuitamente, além de organizar listas para seus clientes. As empresas viram a oportunidade para incorporar o Spotify e suas listas nesse tipo de serviço;
  • Taco Bell e T-Mobile: a operadora de telefone T-Mobile anunciou que distribuiria produtos da Taco Bell gratuitamente todas as terças-feiras. Bastava acessar o aplicativo da empresa para receber o cupom para ser usado na Taco Bell.

Quais são as vantagens do co-branding?

Os benefícios do co-branding estão ligados ao fato de que a marca conseguirá melhor imagem perante os consumidores, tanto no que diz respeito à quantidade de pessoas que atingem como na percepção dos clientes.

Melhor alcance da marca

Todas as marcas envolvidas no co-branding conseguirão maior poder de circulação, já que uma boa estratégia é capaz de alcançar públicos-alvos de variados lugares e formatos. Isso significa que o público que uma marca atingir, a outra também conseguirá esse feito.

Caso as duas empresas trabalhem em nichos diferentes, elas conseguirão atrair clientes de ambos os nichos. De forma geral, uma marca de tem menor alcance conseguirá expandir consideravelmente seu público e atingir melhores resultados.

Maior credibilidade no mercado

Muitas vezes uma empresa não tem credibilidade no mercado, seja perante os consumidores, parceiros, investidores, entre outros. Isso faz com que seja difícil que um negócio de pequeno porte consiga se desenvolver no mercado.

No entanto, quando um cliente percebe que a marca pequena está trabalhando junto de uma marca maior e mais famosa, eles terão mais confiança em também consumir da primeira.

Melhor uso dos recursos financeiros

O co-branding é um compartilhamento eficiente dos gastos atrelados ao marketing. Por isso, é possível  que as empresas consigam maior alcance e uma campanha mais eficiente com menos recursos. Ambas as marcas atingirão mais pessoas, conseguirão converter mais clientes e terão melhores resultados com um orçamento mais enxuto.

Há riscos no co-branding?

Assim como qualquer outro planejamento ou projeto, o co-branding também tem seus riscos. Nesse caso, o risco é o fato de que todas as empresas envolvidas devem estar alinhadas aos mesmos objetivos. 

Isso significa que elas precisam mirar no mesmo público-alvo, transmitir a mesma mensagem, seguir os mesmos valores etc. Por isso, as equipes de ambas empresas devem trabalhar de forma conjunta, harmonizadas e ter um bom nível de comunicação.

Como também, é importante que a imagem das empresas estejam muito bem alinhadas. Caso um parceiro não tenha uma imagem boa no mercado, é possível que as outras marcas sejam prejudicadas.

Por exemplo, imagine que uma empresa tenha cometido um erro e trouxe uma má imagem para seu público. Quando os clientes que têm uma visão negativa na empresa perceberem que as duas marcas estão trabalhando junto, esse consumidor terá uma visão negativa da outra marca.

Quais são as características do co-branding no segmento de beleza?

A maioria das empresas do segmento de beleza buscam o mesmo público, vendem produtos similares e pelo mesmo canal, que consiste na revenda por microempreendedores representantes. Apesar dos produtos de beleza estarem crescendo entre o público masculino, a maior parte dos consumidores ainda são mulheres e o público LGBT.

Por isso, podemos dizer que uma grande parte das empresas do segmento de beleza — que não estão buscando um público excepcionalmente nichado — terão vantagens ao se unirem com co-branding. Por exemplo, será mais fácil alinhar as equipes, fazer gestão de mídia e oferecer produtos que sejam interessantes para o público.

Quais os tipos de co-branding existentes?

Existem diversos tipos de co-branding e apresentaremos a seguir cada um deles. 

  • Co-branding de ingredientes: É quando uma empresa fornece um ingrediente para criação de um novo produto “mesclado”. Um exemplo de marcas que utilizaram esse modelo para criar um novo produto foram Bauducco e Ovomaltine, que lançaram um novo sabor de wafer. Outro case de co-branding de ingredientes foi a nova barra de chocolate lançada entre Laka e Oreo. 
  • Co-branding de Produto & Serviço: É quando um produto oferece serviços para sua base de clientes fiéis. Um exemplo desse modelo é a Apple que desenvolveu um chip que pode ser colocado em tênis de corrida da Nike para rastrear estatísticas diferentes para o usuário. Além disso, a Nike oferece playlists especiais através da Apple Music por ser cliente da Nike e da Apple.
  • Co-branding de Aliança: Ocorre quando duas marcas de mesmo segmento se unem para oferecer o mesmo serviço para seu público. Isso pode resultar em produtos ainda mais fortes  e aumentar o alcance oferecendo novas opções para os consumidores. Temos como exemplo a multinacional Unilever, que decidiu unir duas de suas marcas mais fortes: OMO sabão em pó, e Comfort amaciante para roupas.
  • Co-branding de Fornecedor e Revendedor: É quando o fornecedor oferece o serviço e o revendedor adota para torná-lo seu. Exemplo disso é o Starbucks Wifi que começou com um serviço de internet oferecido pela AT&T.
  • Co-Branding Promocional: Ocorre quando uma marca se alia a um grupo de pessoas ou a um evento para uma ação promocional. Neste caso, temos dois exemplos, uma da Lay’s, que lançou seu segundo teaser, revelando que Paul Rudd se uniria a Seth Rogen no primeiro comercial da marca no Super Bowl em 17 anos; e a Heineken, com o patrocínio da Champions League: Cerveja e Futebol.

Fazendo apenas um parênteses aqui no conteúdo sobre este tema, queremos ressaltar os números em torno do licenciamento, estratégia adotada por grandes marcas dos mais diversos segmentos. A indústria do licenciamento de marcas movimenta 280 bilhões de dólares mundialmente. O Brasil é o 8º mercado: movimentamos em média 4.5 bilhões de dólares da indústria de licenciamento global

Co-branding na prática

Campanha M.A.C e Stranger Things

A M.A.C, uma das maiores marcas de cosméticos e maquiagem, conhecida e admirada em todo o mundo, surfou a onda do lançamento da tão esperada 4ª temporada de Stranger Things, uma das séries mais emblemáticas da Netflix, para lançar uma campanha da sua linha de maquiagens.

A campanha “Performance Max”, veio com a proposta de promover a imagem da marca e aumentar o seu alcance. Com isso, optaram pelo modelo de Co-Branding de licenciamento para a ação. 

Assets da campanha

A escolha da série também foi certeira e trouxe a proposta da campanha de maneira original e conectada com a audiência, fãs e não fãs da série, que engajaram com a marca. Todos os criativos da campanha possuíam uma identidade totalmente personalizada e carregavam efeitos e componentes que remetessem à série Stranger Things.

Os resultados refletiram o sucesso da campanha, que apresentou uma excelente performance, onde esgotaram-se os estoques dos produtos em poucos dias e em alguns casos ultrapassaram o previsto em vendas para a ação. Com certeza foi uma escolha acertada e refletiu no sucesso que foi essa ação.

Pensar fora da caixa pode te ajudar a construir estratégias e te conectar com a marca certa, que esteja alinhada com a sua e maximizar as vendas, garantindo resultados excelentes para ambas, e inclusive para o consumidor final. Mas antes de adotar essa estratégia, tenha a certeza de que sua plataforma de e-commerce seja capaz de atender o novo público que você atingirá.

Escrito por:
Arthur Miranda, Creative designer | Squad Estée Lauder Companies, at Corebiz

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